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Não se deixe
enganar ao adquirir consumíveis reciclados,
quando na verdade
o que está a comprar são consumíveis "reenchidos".
No campo das tecnologias a política da reciclagem de
resíduos electrónicos começa também a dar os primeiros passos, fruto das
imposições da Comunidade Europeia, no entanto na área dos consumíveis há
muito que já se fala em reciclagem. A maioria dos Fabricantes (como a
HP, OKI e XEROX) afirma que possui sistemas de recolha de consumíveis
usados, que normalmente envia para incineração, evitando que acabem como
lixo poluente. Mas é da regeneração de cartuchos e tinteiros, prática
comum em algumas empresas, que queremos falar hoje.
À margem do circuito original,
o mercado nacional viu nascer um grande número de empresas que se
dedicam ao negócio da “galinha dos ovos de ouro” que é como quem diz: da
regeneração/reutilização de consumíveis informáticos em fim de vida,
prática essa a que dão o nome de reciclagem e que a
IMSI não
considera fiável.
A actividade dos regeneradores de consumíveis
resume-se ao reenchimento de tinteiros e de tonners, colocando-os de
novo no circuito comercial como produtos reciclados.
Em nossa opinião existe uma
grande confusão em relação ao conceito de reciclagem, uma vez que
reciclar não é reencher ou reutilizar, mas sim, separar os diferentes
componentes dos consumíveis e utilizá-los como matéria prima para
produzir outros produtos totalmente diferentes e por isso o cliente
acaba por adquirir gato por lebre.
A
IMSI assume-se que é a favor da reciclagem,
mas contra a praga do reenchimento dos consumíveis. Somos apologistas
da remanufacturação sempre que esta é possível, mas quando não é,
optamos pelos originais.
Reciclagem, sim, mas contra o
que consideramos ser o «engano do cliente», e por isso condenamos as
empresas que se apresentam como recicladores, quando o que realmente
fazem é um mero reenchimento de tinteiros e de cartuchos de tonner
usados, que, muitas vezes, não foram concebidos para isso, sem ter em
conta quaisquer preocupações de qualidade e de danos à longevidade dos
equipamentos onde eventualmente sejam utilizados.
Como sempre “o barato sai caro”, uma vez que a
qualidade destes consumíveis não é tida em conta e o desempenho dos
equipamentos é afectado, porque os produtos são usados, reutilizados
várias vezes, por empresas que nada têm a ver com a marca original, e
que portanto não podem assegurar a mesma qualidade do original.
Não basta dizer que é toner ou que é tinta, uma vez
que a composição destes componentes varia de marca para marca. Por
exemplo, o consumível toner é desenhado como um componente integral da
impressora. Não se trata de um mero recipiente que se enche de pó. É
fruto de um processo de investigação e desenvolvimento, que resulta num
componente que se adequa perfeitamente à impressora de que faz parte,
pelo que a sua sobre-utilização provoca o mau funcionamento e a
consequente danificação do equipamento.
Assim sendo, é nosso entendimento que o mercado deve, antes de
mais, concentrar a sua energia para combater tenazmente, todo o tipo de
fraudes que põem em causa o bom funcionamento dos equipamentos e não
correspondem ao desempenho que os clientes procuram. |