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NOTÍCIAS

Baterias de Lítio

Mais uma vez venho alertar para o perigo das baterias de Lítio, existentes nos telemóveis, portáteis, etc... Para ilustrar o sucedido a um PC portátil, deixo aqui duas imagens, que vos deve alertar para se alguma vez se lembrarem de trabalhar com o mesmo ao colo.

 

 

Fernando Morais

Agosto, 2006

 

Em Portugal existem 6.000 baterias, que podem explodir

 

A Dell e a Apple estão a levar a cabo uma mega reolha de computadores, nomeadamente portáteis, devido a um defeito nas baterias, que podem explodir. Em Portugal existem seis mil de risco.

 

A Dell identificou «um possível problema associado a certas baterias vendidas com computadores notebook Dell Latitude, Inspiron, XPS e Dell Precision Mobile Workstation» e está «voluntariamente» a recolher certas baterias da marca com células produzidas pela Sony, oferecendo a substituição gratuita dessas baterias. «Sob raras circunstâncias, é possível que essas baterias apresentem superaquecimento, o que poderia oferecer um risco de incêndio», diz a empresa.

 

As baterias possivelmente afectadas foram vendidas com os seguintes modelos de computadores notebook da Dell, ou separadamente como baterias secundárias: Latitude (D410, D500, D505, D510, D520, D600, D610, D620, D800, D810); Inspiron (500M, 510M, 600M, 700M, 710M, 6000, 6400, 8500, 8600, 9100, 9200, 9300, 9400, E1505, E1705); Precision (M20, M60, M70, M90); XPS (XPS, XPS Gen2, XPS M170, XPS M1710).

 

A Dell alerta ainda que estas baterias podem ter sido colocadas nos computadores durante serviços de manutenção.

 

As baterias em causa foram enviadas a clientes entre 1 de Abril de 2004 e 18 de Julho de 2006. Para saber se a bateria do seu computador é de risco, saiba que as palavras «DELL» e «Made in Japan» ou «Made in China» ou «Battery cell made in Japan Assembled in China» estão impressas na parte de trás das baterias. Se a sua bateria não tiver esta impressão ela não faz parte desta recolha.

 

Recorde-se que a nível mundial a Dell está a recolher mais de quatro milhões de portáteis, devido à incompatibilidade com um componente fabricado pela Sony, que é também utilizado nos seus computadores.

 

Além da Dell, também a Apple regista estes problemas e está a proceder à recolha de cerca de dois milhões de PCs.

 

Os clientes de ambas as empresas são aconselhados a contactarem as marcas no sentido de perceberem se têm ou não um destes portáteis de risco.

 

A Toshiba também anunciou que vai ter que recolher cerca de 340.000 baterias das series Dynabook e Dynabook Satellite que foram produzidos entre os meses de Marco e Maio deste ano. Contrariamente ao que sucedeu com outras empresas, a Toshiba informa que estas baterias não tem perigo de explodir.

Segundo afirmou um responsável da empresa, apenas uma pequena percentagem das baterias vai ser afectada pela avaria detectada.

 

IBM, Lenovo e Toshiba recolhem baterias de portáteis defeituosas
 

Os processos de fabrico da Sony voltaram a estar no centro de todas as atenções. Mais uma vez três grandes marcas da informática mundial tiveram de proceder à recolha de baterias defeituosas produzidas pela Sony. Desta vez, calhou à IBM, à Lenovo e à Toshiba o papel ingrato de dar início ao processo de recolha: a Lenovo e a IBM vão recolher 526 mil baterias; e a Toshiba 830 mil baterias. A Fujitsu também já anunciou estar a ponderar uma recolha de baterias. No caso da IBM e da Lenovo, a decisão foi tomada depois de uma bateria ter provocado um incêndio no Aeroporto Internacional de Los Angeles, no passado dia 16 de Setembro.

 

A Toshiba informa que decidiu proceder à recolha baterias, depois de uma solicitação da Sony, que terá pedido a várias marcas para procederem à substituição dos modelos de baterias defeituosas.

 

As baterias defeituosas são utilizadas nos computadores ThinkPad (IBM e Lenovo) e nos portáteis Dynabook, Qosmio, Satellite Portege e Tecra da Toshiba.

 

A Lenovo e a IBM estimam que os custos processo de recolha de baterias sejam diminutos, visto que é a Sony que suporta os gastos envolvidos com a operação, refere a Reuters.

 

O processo de recolha destas duas companhias tem por destinatários mais de 165 mil portáteis vendidos nos EUA e cerca de 357 mil máquinas distribuídas pelo resto do Globo.

 

A Toshiba não revelou a distribuição geográficas dos portáteis afectados.

 

Segundo a Sony, a probabilidade de incêndio nas ditas baterias é diminuta e só se concretiza quando algumas partículas de metal entram em contacto com outros componentes das unidades de energia.

 

Antes de Lenovo, IBM e Toshiba já a Apple (com 1,8 milhões de unidades) e a Dell (com cerca de quatro milhões de unidades) procederam à recolha de baterias de portáteis defeituosas que haviam sido fabricadas pela Sony. O que perfaz mais de sete milhões de baterias defeituosas.

 

Paulo Sainica

Setembro, 2006
 

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