Google  

Notícias Suporte Download Mapa do Site Links Úteis Contactos

 
 

NOTÍCIAS

OPINIÃO: falsificação de consumíveis

Embora no auge, o fenómeno da falsificação de consumíveis não é ainda encarado com a importância que realmente tem. Se consideramos que, segundo as estimativas entre a 5 a 10% dos consumíveis vendidos na Europa são falsos e que, entre 1998 e 2004, aumentaram em mais de 1000%, estamos perante um problema bastante representativo para o mercado de impressão.

 

A par da pirataria informática, que, segundo a Comissão de Comércio Internacional representava a nível mundial nos anos 80 cerca de 5.500 milhões de dólares por ano, o fenómeno da falsificação de consumíveis ascende actualmente a 400.000 milhões de dólares, segundo a Interpol. Isto deve-se em grande parte à falta de regulamentação legal por parte dos Governos. Se nos Estados Unidos a falsificação deste tipo de produtos pode levar a 10 anos de prisão e multas até 2 milhões de dólares, na Europa as penas não são tão severas. Para combater esta situação a Organização Mundial de Comércio pediu que todas as suas nações-membro participassem num novo tratado de direitos de propriedade intelectual.

 

A China revela-se o principal produtor de consumíveis falsos, seguida da Rússia. Com uma rede de máfia bastante forte que dificulta a detecção, este país possui uma grande capacidade de produção, avaliada em vários milhões de euros, e introduzindo os seus produtos no mercado através dos países da Europa de Leste.

 

Também a Turquia lidera esta lista de contrafacção, seguida pela Eslovénia, Grécia, Polónia e Alemanha, onde a Coligação Europeia de Produtores de Consumíveis (ICCE) detectou recentemente um aumento desta actividade.

 

Esta Coligação pan-europeia, formada por todos os grandes fabricantes de impressoras, dispõe de agências de investigação contratadas em todos os países da Europa, tentando detectar a produção e comercialização de consumíveis falsos. Graças ao seu trabalho foram já identificadas várias instalações de produção e distribuidores de consumíveis falsos em muitos destes países.

 

Como actuam os falsificadores de consumíveis? Usualmente, estas empresas não apresentam elementos de identificação, nem mesmo morada, actuando através de mailings ou telemarketing e exigindo o pagamento imediato. Oferecem produtos com grandes descontos e exigem a aquisição rápida e em vendas pontuais.

 

Vendidos a distribuidores de material informático, estes produtos entram no canal normal de comercialização de consumíveis. Como não sabe se o produto é falso, o distribuidor torna-se um agente cooperante na sua colocação no mercado, não podendo passar qualquer problema legal ao seu fornecedor, pois não o consegue localizar. Consequentemente o distribuidor fica com toda a carga legal que, em países como a Espanha acarreta mesmo penas de prisão.

 

Com qualidade bastante inferior os consumíveis falsos podem afectar o desempenho dos equipamentos, pondo em causa a imagem de marca. Cabe assim aos fabricantes, como a OKI Printing Solutions, alertar os seus distribuidores para os perigos de falsificação de consumíveis e prevenir possíveis falsificações dos seus produtos.

 

Para tal, a OKI promove desde 1998 a utilização dos consumíveis originais da marca com a inserção de um holograma de autenticidade em todas as embalagens de fitas. Esta campanha tem permitido com sucesso incentivar a procura de produtos "genuínos" e alertar os consumidores para os perigos da falsificação.

 © 2006 IMSI - Instalação e Manutenção de Sistemas Informáticos, Lda. Todos os direitos reservados.